segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cansei

A pior coisa no mundo é depositar a sua felicidade nas mãos de alguém.
Seja por qual motivo for, seja quem for.
Esperar que alguém seja a porta para a sua felicidade pode ser muito perigoso.
Isso pois, as pessoas são egoístas e tem umbigos muito mais interessantes para serem apreciados do que tempo para perder ajudando alguém.
O mundo tem medo de olhar pro lado, de entender o sofrimento alheio e preguiça de oferecer o braço a quem precisa somente de uma mão.
Esperar que alguém te salve, te entenda ou aposte em você é sempre esperar de mais.
Há quem diga que "quem espera sempre alcança".
Bobagem... Quem espera sempre cansa.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Não sei bem lá o quê


Coisas que a gente não consegue definir.
Coisas que a gente não sabe bem o por quê.
Aqueles momentos da vida que você sente que está mudando, assim bem devagarzinho, quase imperceptível para quem é de fora.
Por dentro um emaranhado de emoções, de dúvidas e questionamentos.
Por que mesmo eu estou aqui? É isso mesmo que eu quero? E o que eu quero é certo? E o que eu faço com relação ao que eu quero? É tão difícil mudar, mas é tão gostoso de sentir modificando.
Eu vou guardar essa minha imagem de hoje como a de uma ruguinha de dúvida na testa, um olhar preocupado, uma cabeça borbulhando e um coração apertado.
Eu tenho tantas perguntas que bem poderia existir um dicionário único, só para eu poder consultar antes de decidir qual passo devo dar.
É incrível como o medo faz você se mover, como ele te tira do seu aconchego ocioso, da sua segurança insegura. Sabe como?
Acho que se a gente não tropeçasse e não caísse tanto na infância nunca teria aprendido a andar.
Joelhos ralados, sentimentos tortuosos, conflitos quase impossíveis de serem resolvidos. Sem tudo isso ninguém jamais seria o que é. O que quis ser e o que a vida o fez.
Porque eu acredito sim em destino, eu acredito em Deus.
E acredito também na malandragem deles, nas emboscadas bem armadas, nas nossas mancadas, no poder de cada queda.
Eu acredito em mim, em você, na força de ser humano e em todos esses momentos que no final das contas devem valer por uma vida inteira.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

1, 2, 3...1.000...


Acho melhor contar até 3 antes de começar esse texto.
Mas, como escrever é o meu melhor remédio vamos lá:
Se tem uma coisa que me irrita é falta de humildade. Ou melhor, uma não, duas, pois vou incluir a falta de gratidão no pacote tbm.
Gente que se acha superior, dona da razão e que acredita que toda e qualquer pessoa com a qual se relacione vive unicamente para atender seus desejos, suas vontades, suas imposições.
Esse tipo de gente não pede. Não sabe pedir.
Eles desconhecem o “por favor” e o “muito obrigado” então, nunca ouviram falar.
Agradecer pra quê, se eles acham que tudo o que outro faz, ou deveria fazer, não é mais que obrigação.
É um tipo de gente arrogante, mimada, ignorante, mas não é um tipo em extinção, infelizmente.
É um tipo em ascensão, que tem se multiplicado aos milhares por todos os lados. Conviver com gente assim é difícil, penoso.
Penoso de quem “pena”, mas que também sente “pena”.
De tanto olhar pro próprio umbigo essas pessoas acabam sozinhas e de tanto se esforçarem para manter o nariz em pé podem acabar, mais cedo ou mais tarde, tropeçando em seu próprio ego.
Eu acho mesmo que, quem se acha superior ao resto do mundo deveria cair de um prédio de 20 andares pra provar da própria superioridade. #prontofalei!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

É bonita? É bonita?


"A vida não é fácil - acostume-se com isso." O dono dessa sábia reflexão é o Bill Gates.
E se a vida não é fácil para um dos homens mais inteligentes e ricos do mundo, por que, então, haveria de ser fácil pra mim, pra você? Justíssimo, né!
A verdade é que a vida não é fácil pra ninguém.
Pode ser linda, se você pensar como o Zeca Pagodinho, ou divertida se você for um rock star. Mas, fácil, fácil, se não for pro Bill Gates, meu caro, não vai ser pra você também. Acostume-se com isso.
E quem é que se acostuma? Olha, lá se vão 27, quase 28 (Ui!), anos e eu ainda não me acostumei. Ao contrário, as dificuldades só me espantam cada vez mais. O aperto no peito fica mais profundo e os espaços pra fugir, escapar mesmo, cada vez mais rasos.
Às vezes eu penso que é tão difícil ser gente que eu deveria ter nascido um passarinho. Acho tão injusto o espiritismo querer me dar várias vidas, quando uma só já dá tanto trabalho. Imagina ter que ficar resolvendo carmas eternamente, que suplício?
A vida não é fácil. Viver e ter que lidar com todas as dificuldades e mazelas que isso impõe é extremamente difícil. É prazeroso também, claro. Eu ainda tenho um certo otimismo quanto a isso tudo.
É alegria, eu acho. É se surpreender. É esbarrar em momentos mágicos, em coisas que mesmo tão simples e pequenas fazem todo o resto valer a pena.
Essa incoerência, inconstância, esse jogo de azar de tão tortuoso tem lá seu charme.
É que olhar isso tudo do fundo do poço perde um pouco da beleza, perde a razão.
Pensar na vida nos momentos onde o desespero e a desesperança agem egoistamente não deixando espaço para quase mais nada faz tudo parecer tristemente irônico. E eu gosto de ser irônica.
Então, antes que a vida ria de mim e caçoe da minha dor, eu irei me preparar, pois se há uma frase que eu escuto desde criança, e que nunca me pareceu tão forçadamente otimista quanto agora é a que diz que: quem ri por último ri melhor!
É isso Vida, você pode não ser fácil, mas eu também não vou ser, ok.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O que você escolhe?


Outro dia eu me deparei que esta imagem acima e desde então não paro de pensar a respeito
O simples fato de pensar em algo, de gastar um tempo por menor que seja com algo, faz com isto seja parte da sua vida.
Você já parou para pensar nisso?
E, sendo assim, é óbvio que quanto mais você pensa mais isto fará parte de você e determinará o seu dia, seu humor, suas "pré-ocupações".
Parece simples, né? E na verdade é bem simples mesmo.
É tão simples que parece bobo, ingênuo até, o que faz com que nos esqueçamos deste fato no decorrer dos nossos dias.
Falo por mim, mas tenho certeza que todos nós gastamos mais tempo do que devíamos com o que não está ao nosso alcance ou com o que não nos faz bem.
É como se jogássemos contra nosso próprio time nos expondo com frequência à nossas fraquezas.
Um martírio inútil e bobo.
Às vezes uma tristeza permanece alí a espreita, só esperando que você relembre de algo para que ela volte à tona.
Então, me diga pra quê? Pra quê perder um tempo, em que você poderia estar pensando em qualquer outra coisa mais divertida, com algo que não te faz bem?
Eu decidi jogar no meu próprio time.
Não é fácil. É um exercício diário, quase uma queda de braço entre você e você mesma.
É dizer o tempo todo que você merece mais, que você escolheu a alegria à tristeza. (Já dizia Vinícios de Moraes, "É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe...").
Que você escolheu tentar, porque você simplesmente acha que merece.
Ou apenas porque é melhor, porque te faz melhor.
Quando você perde menos tempo com coisas bobas e inúteis sobra mais tempo para tantas outras coisas e entre elas ser feliz.
O que cá entre nós, é bem mais interessante.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

E o que vem depois do ponto?

Eu queria saber se nós nascemos pra ser algo ou se a gente, na verdade, se constrói.
Se existe destino ou se o destino somos nós.
Eu queria saber de onde vem a coincidência. Alguém decide? Você decide? Ou ela decide sozinha?
Quando nós nascemos é como se fosse o início de uma letra em uma página em branco ou o livro já vem escrito e nós nascemos só pra ler?
Eu acredito em tudo. Não desacredito de nada.
Acho que meu livro veio escrito. Talvez sim, talvez não. Mas, acho também, que lendo em voz alta a gente consegue, pela entonação, mudar o significado de algumas frases. Às vezes paramos de ler, damos uma pausa. Às vezes essa pausa demora e aí a vida fica, assim, meio sem rumo até aparecer uma motivação (destino, sei lá) que te faz retornar a leitura, e dar uma ar novo a todas as coisas.
O meu livro tem uma história meio sem rumo, meio desconexa, fica difícil de ler e em voz alta parece poesia de louco.
Tem horas que eu mudo a entonação, fico enjoada e paro de ler.
Outras eu tento mudar a história, finjo que não li o que eu li, ou deixo uma vírgula de lado, atropelo um ponto, disfarço uma interrogação com uma exclamação, tentando enganar a história que, tolinha, já veio pronta.
Você pode até se prender a uma página com medo do que virá depois, mas não pode esquecer e nem fingir que ainda tem outras esperando apenas a chance para serem lidas, pontuadas, exclamadas, interrogadas.
No fundo a gente só quer mesmo é encher o nosso mundo de anotações e rabiscar o infinito.
No fundo a gente só quer mesmo é ser a gente!

quarta-feira, 3 de março de 2010

...

"Saudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim!"

(Florbela Espanca)