Coisas que a gente não consegue definir.
Coisas que a gente não sabe bem o por quê.
Aqueles momentos da vida que você sente que está mudando, assim bem devagarzinho, quase imperceptível para quem é de fora.
Por dentro um emaranhado de emoções, de dúvidas e questionamentos.
Por que mesmo eu estou aqui? É isso mesmo que eu quero? E o que eu quero é certo? E o que eu faço com relação ao que eu quero? É tão difícil mudar, mas é tão gostoso de sentir modificando.
Eu vou guardar essa minha imagem de hoje como a de uma ruguinha de dúvida na testa, um olhar preocupado, uma cabeça borbulhando e um coração apertado.
Eu tenho tantas perguntas que bem poderia existir um dicionário único, só para eu poder consultar antes de decidir qual passo devo dar.
É incrível como o medo faz você se mover, como ele te tira do seu aconchego ocioso, da sua segurança insegura. Sabe como?
Acho que se a gente não tropeçasse e não caísse tanto na infância nunca teria aprendido a andar.
Joelhos ralados, sentimentos tortuosos, conflitos quase impossíveis de serem resolvidos. Sem tudo isso ninguém jamais seria o que é. O que quis ser e o que a vida o fez.
Porque eu acredito sim em destino, eu acredito em Deus.
E acredito também na malandragem deles, nas emboscadas bem armadas, nas nossas mancadas, no poder de cada queda.
Eu acredito em mim, em você, na força de ser humano e em todos esses momentos que no final das contas devem valer por uma vida inteira.
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