
Completamente fora do lugar e desfocada.
Um peixe fora d’água, diria minha avó se eu a tivesse.
There’s no change.
You can’t runaway, darling.
Então, eu posso me esconder atrás de meios sorrisos, posso freqüentar lugares com pessoas meio felizes e fingir ser uma delas.
Tudo faz parte de uma meia verdade.
A música alta, a bebida, o papo ruim, o hálito da noite, os olhares perdidos e as poses “blasés” são perfeitas para esconder o que todos realmente sentem e desejam.
Ah, se todos descobrissem.
Se todos soubessem o que eu e você pensamos enquanto dançamos com movimentos soltos e desembaraçados.
Escondidos atrás da música alta, das conversas animadas e de casais apaixonados, eles quase não percebem o choro sufocado e a vontade de fugir.
O bolo formado na garganta e o aperto no peito servem para vomitar toda a vontade de escapar de uma cena formada com diálogos previsíveis.
A cena se repete sempre com a mesma naturalidade e isto torna quase impossível identificar o que há de errado. Seria com um grande jogo de sete erros. Mas talvez com bem mais erros do que sete.
Para quem nunca gostou de vomitar, seja por fraqueza ou simples falta de jeito, talvez fosse essa a melhor forma de botar pra fora o que já não cabe mais dentro.
Uma vez posto pra fora há que haver um recomeço.
Um recomeço de idéias, de posicionamentos e principalmente de atitudes.
Pode ser esta uma ótima oportunidade para abandonar o teatro e o falso sorriso.
Para se descobrir e fazer com o que os outros também a descubram.
Sem máscaras, sem falsos rodeios, sem choros escondidos.
Não há felicidade falsa. Até porque a felicidade sonhada não existe.
Mas a felicidade não está desacreditada.
Ela existe sim. É real.
A forma com que ela foi sonhada, sim, é inexistente.
A felicidade como nos contos de fadas recheada de “felizes para sempre” é tão real quanto o gordo Papai Noel.
Porém, quem nunca acreditou nele, não é mesmo.
E o que seria, então, o tal “para sempre”?
O meu “para sempre” é hoje, pode não ser amanhã, mas talvez ele retorne na próxima semana. Vai saber.
Eu vivi “para sempre” no mês passado e até mesmo neste ano arrastado que demorou a acabar.
Bom, se a felicidade dos contos de fadas não existe e o príncipe encantado há muito tempo ficou pra trás junto de seu cavalo branco e seu jeito cafona, pode ser que o “feliz para sempre” tenha se tornado, digamos, bem mais divertido.
Veremos.
Um peixe fora d’água, diria minha avó se eu a tivesse.
There’s no change.
You can’t runaway, darling.
Então, eu posso me esconder atrás de meios sorrisos, posso freqüentar lugares com pessoas meio felizes e fingir ser uma delas.
Tudo faz parte de uma meia verdade.
A música alta, a bebida, o papo ruim, o hálito da noite, os olhares perdidos e as poses “blasés” são perfeitas para esconder o que todos realmente sentem e desejam.
Ah, se todos descobrissem.
Se todos soubessem o que eu e você pensamos enquanto dançamos com movimentos soltos e desembaraçados.
Escondidos atrás da música alta, das conversas animadas e de casais apaixonados, eles quase não percebem o choro sufocado e a vontade de fugir.
O bolo formado na garganta e o aperto no peito servem para vomitar toda a vontade de escapar de uma cena formada com diálogos previsíveis.
A cena se repete sempre com a mesma naturalidade e isto torna quase impossível identificar o que há de errado. Seria com um grande jogo de sete erros. Mas talvez com bem mais erros do que sete.
Para quem nunca gostou de vomitar, seja por fraqueza ou simples falta de jeito, talvez fosse essa a melhor forma de botar pra fora o que já não cabe mais dentro.
Uma vez posto pra fora há que haver um recomeço.
Um recomeço de idéias, de posicionamentos e principalmente de atitudes.
Pode ser esta uma ótima oportunidade para abandonar o teatro e o falso sorriso.
Para se descobrir e fazer com o que os outros também a descubram.
Sem máscaras, sem falsos rodeios, sem choros escondidos.
Não há felicidade falsa. Até porque a felicidade sonhada não existe.
Mas a felicidade não está desacreditada.
Ela existe sim. É real.
A forma com que ela foi sonhada, sim, é inexistente.
A felicidade como nos contos de fadas recheada de “felizes para sempre” é tão real quanto o gordo Papai Noel.
Porém, quem nunca acreditou nele, não é mesmo.
E o que seria, então, o tal “para sempre”?
O meu “para sempre” é hoje, pode não ser amanhã, mas talvez ele retorne na próxima semana. Vai saber.
Eu vivi “para sempre” no mês passado e até mesmo neste ano arrastado que demorou a acabar.
Bom, se a felicidade dos contos de fadas não existe e o príncipe encantado há muito tempo ficou pra trás junto de seu cavalo branco e seu jeito cafona, pode ser que o “feliz para sempre” tenha se tornado, digamos, bem mais divertido.
Veremos.

