
Happy New Year!
Feliz Ano Novo!
2009 chegou!
Chegou?
Como em todos os anos eu ainda não consegui me sentir no ano novo.
Isso mesmo, ainda não mudou nada.
Não comecei um curso novo. Não adotei nenhuma dieta.
Feliz Ano Novo!
2009 chegou!
Chegou?
Como em todos os anos eu ainda não consegui me sentir no ano novo.
Isso mesmo, ainda não mudou nada.
Não comecei um curso novo. Não adotei nenhuma dieta.
Não fui doar sangue. Ainda não passei nem da porta de alguma academia.
Também não troquei de emprego e quanto ao novo namorado.... bom, esquece.
Este ano, ao contrário dos outros, pelo menos eu me rendi a algumas superstições.
Pulei ondinhas na praia. Joguei flores para Iemanjá.
Este ano, ao contrário dos outros, pelo menos eu me rendi a algumas superstições.
Pulei ondinhas na praia. Joguei flores para Iemanjá.
Fiz pedidos e, claro, agradeci pelo ano que se passou (e que foi tarde, diga-se de passagem).
Nos anos anteriores eu passei a virada das mais diferentes formas.
Nos anos anteriores eu passei a virada das mais diferentes formas.
À meia noite eu podia estar conversando, assistindo àquele programa horroroso, passando mal, ou de repente, bêbada, ou jogando urucubaca no meu ex.
Mas, porém, contudo, entretanto e todavia, nesta virada não.
Mas, porém, contudo, entretanto e todavia, nesta virada não.
Eu estava lá, de branco, na praia, me concentrando para lembrar dos sete pedidos, pular as sete ondinhas e jogar as sete flores.
Tudo ao mesmo tempo, no mesmo ritmo e sem poder me esquecer de nada. Nadinha.
Ah, eu também tinha que abstrair os fogos de artifício que eram lindos, mas me deixavam, assim, agoniada, como se fossem todos explodir na minha cabeça.
Ok, a meia noite passou, o ano novo chegou, eu já voltei pra BH, tenho mais uma semana de férias e, por mais que eu queira, nada mudou.
Longe de mim duvidar do poder de Iemanjá e longe de mim também achar que é tudo uma mágica e que eu vou deitar no meu sofá favorito assistindo meu programa preferido e, de repente, pronto: Vida Nova!
Mas é que eu acho que essa história de ano novo pra mim funciona mais ou menos como a história do papai-noel.
Ah, eu também tinha que abstrair os fogos de artifício que eram lindos, mas me deixavam, assim, agoniada, como se fossem todos explodir na minha cabeça.
Ok, a meia noite passou, o ano novo chegou, eu já voltei pra BH, tenho mais uma semana de férias e, por mais que eu queira, nada mudou.
Longe de mim duvidar do poder de Iemanjá e longe de mim também achar que é tudo uma mágica e que eu vou deitar no meu sofá favorito assistindo meu programa preferido e, de repente, pronto: Vida Nova!
Mas é que eu acho que essa história de ano novo pra mim funciona mais ou menos como a história do papai-noel.
A criança espera, se enche de esperanças, sonhos e promessas e no final descobre que o tal velinho não existe, que os presentes ganhos foram dados pelos pais que, por conta disso, vão se encher de dívidas nos próximos meses.
Como esses pais eu também vou pagar minha viagem pelos próximos dois meses, mas como as criancinhas eu também vou passar os próximos doze esperando que o Ano Novo seja realmente muito, muito bom (e aproveitando para exercitar o meu pensamento positivo contínuo).
Feliz Ano Novo, então!
Como esses pais eu também vou pagar minha viagem pelos próximos dois meses, mas como as criancinhas eu também vou passar os próximos doze esperando que o Ano Novo seja realmente muito, muito bom (e aproveitando para exercitar o meu pensamento positivo contínuo).
Feliz Ano Novo, então!