segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Quase 3 meses


Para os dias em que a saudade dói mais,
Para os momentos em que a tristeza fala mais alto,
quando o coração se enche de suspiros,
e os olhos ficam alagados.
Para as horas que não passam
e os dias que voam.
Pelas lembranças que ficaram e os risos infinitos.
Por todos os momentos doados e por todo o infinito amor recebido.
É preciso ter fé e esperança,
para que a ausência não tome o lugar do que ficou e do que será eterno.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fora de qualquer contexto

Há dias que já começam se arrastando.
Você ao abrir os olhos compreende que o que virá pela frente será, de qualquer maneira, longo.
Os que começam chuvosos são sempre mais propícios. Mas em geral vem acompanhados de outros fatores também.
Eu sinto uma tristeza sem um propósito específico e ao invés de me irritar com algumas pessoas e situações sinto pena misturada com preguiça por eles serem quem são.
Nestes dias é incontrolável não sentir preguiça. É impossível não sentir saudade.
Às vezes a saudade é tanta que fica difícil até saber direito de onde vem ou por que.
Sinto falta da minha infância, da cabeça vazia, do sol no rosto e de ter controle sobre o que virá em seguida. Acho mesmo que a criança é o ser mais livre que existe, mesmo com todas as regras para serem seguidas ou quebradas.
Talvez fosse bom se o mundo girasse mais devagar e se nós não tivéssemos que estar sempre tentando chegar ao lugar nenhum. Seria bom vivermos sem máscaras, sem julgamentos e seria melhor ainda se os objetivos não fossem tão concretos e pudéssemos sonhar sempre com o inatingível sem parecermos tão idiotas. Assim como na infância.
Mas o tempo não um bom pai. Ele não pára para colocar um por um no colo e nós preparar para o que vem em seguida. Na verdade nem os pais de verdade fazem isso. Se for para olhar por este lado, somos todos bastardos perdidos em um tempo sem fim, correndo sem propósito e atrasados, ou amedrontados, pelo fracasso eminente. Estamos sempre à beira do fracasso. Sem podermos pedir para sair da brincadeira.
Acho mesmo muita coisa e poucas fazem qualquer sentido.