A minha fada madrinha virou estrela.
O céu agora está mais bonito e com certeza mais alegre também.
A nossa Terra continuará permeada por lembranças e para sempre uma saudade apertada no peito e sem fim.
Fica a marca da generosidade, da humildade, da simplicidade, da fé praticada, do verdadeiro significado da palavra amizade e de um amor doado sem pedir nada em troca. Um amor dado, puro e verdadeiro. O mais bonito que eu já vi.
Ficam os sorrisos, as conversas, os sábados, as histórias, as brincadeiras, as doações, o vermelho, o último beijo, os abraços mais que apertados e as orações.
Fui abençoada e agraciada e continuarei sendo, pois a minha fada madrinha será sempre uma fada, mas agora com poderes de estrela. Imaginem só o que não fará agora uma fada iluminada feito uma estrela?
À minha fada madrinha a minha gratidão eterna e todo meu amor.
O coração aqui mesmo que apertado e empurrando a tristeza pra fora sabe que a felicidade da fada é o mais importante sempre!
Tivemos um encontro lindo e abençoado por Deus. Nos unimos em uma família e não houve separação alguma. Existe sim uma vírgula e muitas lágrimas, mas haverá também um reencontro e mais sorrisos, mais beijos e mais abraços.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
As coisas
Tô precisando falar!
Mas se eu falar tudo o que eu penso pode ser que eu não diga bem o que eu quero.
Não levo jeito com as palavras. Não consigo articular de um jeito para que saiam da minha boca produzindo o mesmo sentido que fazem na minha mente.
Aí eu escrevo. É mais fácil me arrepender do que eu escrevo, porque se for o caso eu apago, deleto, reescrevo.
Já redizer não dá. Depois que o som já saiu e já foi ouvido por alguém, fudeu.
Talvez por isso eu gaste tanto tempo explicando pras pessoas que não foi bem isso que eu quis dizer. Sim, foi isso que eu disse, mas não é bem esse o significado. Um saco!
Neste instante eu tenho a necessidade de dizer um monte de coisas pra ver se eu mesma consigo articular as minhas idéias.
Tem tanta coisa aqui dentro que eu não consigo ordenar. Primeiro isso, depois aquilo e aquela outra fica pra depois. Não dá. Minha cabeça, que já vivia a mil por hora, anda a três mil.
Tantas coisas se passaram nesses últimos meses. Eu tive tantas sensações e tantos medos que se eu for explicar pode ser que eu nem saia do lugar. Aconteceu.
Pode ser que eu supervalorize os fatos. Coisas simples (ou não), mas que acontecem com todo mundo. As pessoas nascem, morrem. Restabelecem a saúde e a perdem de vez. Envelhecem. Tornam-se dependentes ou independentes. E a gente assiste a isso tudo como se fosse um grande ato. Mas é a mesma coisa o tempo todo.
O que supervaloriza é a droga do amor. Esse sentimento todo. O medo.
E eu tenho tanto medo. Neste momento mais que de morrer é de perder pra morte alguém que um dia eu achei que fosse ficar pra sempre aqui. Era pra ser assim. Não tinha porque mudar ou pelo menos podia não ser hoje, esse ano. Sei lá se Deus ou alguém podia ter deixado pro ano que vem. Esse ano era pra ser lindo. Eu passei o reveillon na praia, assisti uma queima de fogos linda, rezei, pulei ondinhas, estourei champagne, pensei positivo, fiz planos, me organizei (ou tentei) e aí a vida, o destino ou qualquer outra coisa vem e muda tudo.
Sabe quando você é criança e junta pela primeira vez um dinheirinho pra comprar uma bobagem qualquer que é muito importante e aí quando você chega a loja um vendedor barbudo e mal humorado te diz que suas moedinhas não são suficientes porque o preço já aumentou? Dane-se a inflação. Você guardou as moedinhas, esperou, o presente é quase seu e aí alguém o tira praticamente da sua mão. Não dá mais. Fica pra depois.
Pode parecer egoísmo e talvez seja mesmo. Mas ninguém é preparado pra perder. Ninguém ta preparado pra ver alguém que ama sofrer e não poder ajudar. Você quer dividir um pouco o medo, a dor, mas já sente tanto que não cabe mais. É aí que se acostuma a fingir. É mais fácil, mais cômodo. É cruel. Nós não sabemos lidar com a morte. Não estamos preparados pra agüentar o que vem depois. Não falo de quem vai, mas de quem fica. Ficar, sem dúvida, é pior.
Todo mundo sabe que viver é isso mesmo, que a gente nunca sabe o dia de amanhã, que devemos estar preparados pra tudo. Mas ninguém nunca está.
Só que tem gente que sabe sofrer. Eu não sei. Posso até confessar que adoro uma tristeza, já me acostumei a essas mazelas corriqueiras e que me rendem boas lágrimas e boas páginas. Mas agora que eu preciso chorar eu não consigo. Travou tudo aqui dentro. Eu nem sei dizer direito se eu sinto. Tem um nó na minha garganta que não deixa passar nada. Se fosse há um tempo atrás eu até vomitaria de tanta ansiedade, raiva e tristeza misturadas. Mas agora tem tanta coisa que só me resta engolir mesmo. Eu to engolindo a vida e todas as pedras que ela colocou no meu caminho. To quietinha, não to reclamando. Não choro, não me descabelo e quando eu conto pras pessoas até faço isso com uma cara de que não é comigo e com um tom de voz de quem conta uma história que não é sua, como quem conta a história do vizinho, sabe. Eu não sei dizer porquê. Travei. Bloqueei meus sentimentos e criei uma bolha de angústia que só faz crescer dentro de mim.
“Eu sofro calado como quem ouve uma sinfonia”. Lembrei agora dessa música e acho que é mais ou menos por aí.Eu só espero que eu consiga soltar a bolha antes que ela fique grande demais e exploda dentro de mim.
Mas se eu falar tudo o que eu penso pode ser que eu não diga bem o que eu quero.
Não levo jeito com as palavras. Não consigo articular de um jeito para que saiam da minha boca produzindo o mesmo sentido que fazem na minha mente.
Aí eu escrevo. É mais fácil me arrepender do que eu escrevo, porque se for o caso eu apago, deleto, reescrevo.
Já redizer não dá. Depois que o som já saiu e já foi ouvido por alguém, fudeu.
Talvez por isso eu gaste tanto tempo explicando pras pessoas que não foi bem isso que eu quis dizer. Sim, foi isso que eu disse, mas não é bem esse o significado. Um saco!
Neste instante eu tenho a necessidade de dizer um monte de coisas pra ver se eu mesma consigo articular as minhas idéias.
Tem tanta coisa aqui dentro que eu não consigo ordenar. Primeiro isso, depois aquilo e aquela outra fica pra depois. Não dá. Minha cabeça, que já vivia a mil por hora, anda a três mil.
Tantas coisas se passaram nesses últimos meses. Eu tive tantas sensações e tantos medos que se eu for explicar pode ser que eu nem saia do lugar. Aconteceu.
Pode ser que eu supervalorize os fatos. Coisas simples (ou não), mas que acontecem com todo mundo. As pessoas nascem, morrem. Restabelecem a saúde e a perdem de vez. Envelhecem. Tornam-se dependentes ou independentes. E a gente assiste a isso tudo como se fosse um grande ato. Mas é a mesma coisa o tempo todo.
O que supervaloriza é a droga do amor. Esse sentimento todo. O medo.
E eu tenho tanto medo. Neste momento mais que de morrer é de perder pra morte alguém que um dia eu achei que fosse ficar pra sempre aqui. Era pra ser assim. Não tinha porque mudar ou pelo menos podia não ser hoje, esse ano. Sei lá se Deus ou alguém podia ter deixado pro ano que vem. Esse ano era pra ser lindo. Eu passei o reveillon na praia, assisti uma queima de fogos linda, rezei, pulei ondinhas, estourei champagne, pensei positivo, fiz planos, me organizei (ou tentei) e aí a vida, o destino ou qualquer outra coisa vem e muda tudo.
Sabe quando você é criança e junta pela primeira vez um dinheirinho pra comprar uma bobagem qualquer que é muito importante e aí quando você chega a loja um vendedor barbudo e mal humorado te diz que suas moedinhas não são suficientes porque o preço já aumentou? Dane-se a inflação. Você guardou as moedinhas, esperou, o presente é quase seu e aí alguém o tira praticamente da sua mão. Não dá mais. Fica pra depois.
Pode parecer egoísmo e talvez seja mesmo. Mas ninguém é preparado pra perder. Ninguém ta preparado pra ver alguém que ama sofrer e não poder ajudar. Você quer dividir um pouco o medo, a dor, mas já sente tanto que não cabe mais. É aí que se acostuma a fingir. É mais fácil, mais cômodo. É cruel. Nós não sabemos lidar com a morte. Não estamos preparados pra agüentar o que vem depois. Não falo de quem vai, mas de quem fica. Ficar, sem dúvida, é pior.
Todo mundo sabe que viver é isso mesmo, que a gente nunca sabe o dia de amanhã, que devemos estar preparados pra tudo. Mas ninguém nunca está.
Só que tem gente que sabe sofrer. Eu não sei. Posso até confessar que adoro uma tristeza, já me acostumei a essas mazelas corriqueiras e que me rendem boas lágrimas e boas páginas. Mas agora que eu preciso chorar eu não consigo. Travou tudo aqui dentro. Eu nem sei dizer direito se eu sinto. Tem um nó na minha garganta que não deixa passar nada. Se fosse há um tempo atrás eu até vomitaria de tanta ansiedade, raiva e tristeza misturadas. Mas agora tem tanta coisa que só me resta engolir mesmo. Eu to engolindo a vida e todas as pedras que ela colocou no meu caminho. To quietinha, não to reclamando. Não choro, não me descabelo e quando eu conto pras pessoas até faço isso com uma cara de que não é comigo e com um tom de voz de quem conta uma história que não é sua, como quem conta a história do vizinho, sabe. Eu não sei dizer porquê. Travei. Bloqueei meus sentimentos e criei uma bolha de angústia que só faz crescer dentro de mim.
“Eu sofro calado como quem ouve uma sinfonia”. Lembrei agora dessa música e acho que é mais ou menos por aí.Eu só espero que eu consiga soltar a bolha antes que ela fique grande demais e exploda dentro de mim.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Pisando em ovos
Ela sentia que não pertencia mais àqueles lugares e àquelas pessoas.
A menina já não se identificava com as antigas situações.
Já não achava graça na graça de antes.
Era como se estivesse perdida dentro de sua própria casa, sua cidade, seu país.
A conversa animada, as risadas, os copos sendo enchidos e esvaziados constantemente representavam ações feitas de modo mecânico por todos presentes na sala de estar.
E ela tentava também mecanicamente se envolver, mas era em vão.
Algo havia mudado na menina. Ela só não sabia direito o quê.
Havia deixado de pertencer. Deixado de estar.
Ela iria embora em meio a sorrisos falsos e palavras soltas no vento.
Talvez não voltasse mais a ser o que já foi.
Não havia espaço para antigas sensações no coração da menina.
Por isso ela iria embora: Não tardaria para que todos percebessem que na verdade não havia mais coração algum.
A menina já não se identificava com as antigas situações.
Já não achava graça na graça de antes.
Era como se estivesse perdida dentro de sua própria casa, sua cidade, seu país.
A conversa animada, as risadas, os copos sendo enchidos e esvaziados constantemente representavam ações feitas de modo mecânico por todos presentes na sala de estar.
E ela tentava também mecanicamente se envolver, mas era em vão.
Algo havia mudado na menina. Ela só não sabia direito o quê.
Havia deixado de pertencer. Deixado de estar.
Ela iria embora em meio a sorrisos falsos e palavras soltas no vento.
Talvez não voltasse mais a ser o que já foi.
Não havia espaço para antigas sensações no coração da menina.
Por isso ela iria embora: Não tardaria para que todos percebessem que na verdade não havia mais coração algum.
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